Mobilidade Urbana Sustentável: 5 vantagens ao usar a bicicleta como meio de transporte

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Fazendo uma retrospectiva das polêmicas das quais São Paulo foi palco no ano de 2014, temos o ataque da elite paulistana aos ciclistas e às ciclovias implantadas pelo prefeito Fernando Haddad. Cartazes com os dizeres “Quem anda de bicicleta não presta” e tantos outros foram observados ao longo dessas vias, que são alvo do desgosto de muitos daqueles que gastam horas de seu dia dentro de um carro, parado em algum ponto da cidade, jogando CO2 em quantidades absurdas no planeta.
Não é preciso lembrar que estacionamento para carros particulares não é institucional em lugar nenhum do mundo, ciclovias sim. Não só ciclovias, mas, todo tipo de transporte coletivo de qualidade e que possa atender a maior parte da população. A mobilidade urbana é um desafio das grandes cidades, é uma preocupação das médias e é uma forma de prevenção para as pequenas. Pensar nesta mobilidade de forma a tornar o trânsito mais coeso e fluente, é também um dos desafios do Desenvolvimento Sustentável.
Mas, não é só isso, andar de bicicleta pode trazer inúmeros benefícios, tanto pontuais quanto globais e todos muito visíveis e eficientes. A seguir, alguns deles:
  1. Emissão zero de CO2

Uma das grandes fontes de emissão de CO2 é o veículo automotor. São eles que abarrotam nossas cidades diariamente e são eles também que são utilizados como um dos principais meios de transporte atuais.
Se pensarmos na mobilidade urbana e deslocamento diário “casa-trabalho, trabalho-casa”, é comum encontrar inúmeros veículos rodando com apenas uma pessoa dentro, lotando as vias e dando lentidão ao tráfego. Tanto que em megacidades, como é o caso de São Paulo, utiliza-se o sistema de rodízio de placas, para diminuir o número de veículos diários nas ruas e incentivar a chamada “carona solidária”. No entanto, mesmo com este sistema, a situação da mobilidade urbana é um grave problema, cuja solução é ainda mais simples do que se imagina.
Na imagem mostrada abaixo, pode-se entender a eficiência energética trazida pelo transporte individual não motorizado. A bicicleta é o meio de transporte mais eficiente dentre os principais analisados, por que além de ter uma emissão zero de qualquer gás do efeito estufa ou outro componente dos combustíveis fósseis, ainda ganha na velocidade, já que não é necessário ficar horas parado no trânsito.
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  1. Mobilidade urbana eficiente

Um carro ocupa o espaço de aproximadamente 42 bicicletas. Incentivar o uso deste modal é evitar congestionamentos gigantescos, mas, é também evitar gastos desnecessários com o recapeamento asfáltico, que se faz sempre necessário quando se tem um grande fluxo de veículos trafegando por determinada via.
Incentivar, quer dizer, dar condições para que o ciclista possa trafegar de forma segura, pois atualmente (e posso dizer por experiência empírica) andar de bike é assumir um risco de morte, em nome de uma forma alternativa de vida.
Ciclovias são sim, ESSENCIAIS! Elas deixam a cidade mais bonita, facilitam a vida do ciclista e incentivam aqueles que têm medo de se aventurar entre os carros, a utilizar este meio de transporte como forma de locomoção diária.
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  1. Condicionamento físico e mental

Indicado para qualquer idade, sem contraindicação, o uso da bicicleta como forma de locomoção diária pode vir a suprir a falta de tempo para a prática de atividades físicas, oferecendo inúmeros benefícios. Seu uso ajuda a tonificar os músculos das pernas, possibilita a perda de peso, estimula a contração do abdômen, incentiva a correção da postura (o que melhora as dores na coluna), melhora a respiração e aumenta o desempenho aeróbico e cardiovascular. Isto falando da parte física.
O ciclismo também propicia a liberação de substâncias que dão a sensação de bem-estar e felicidade, proporcionando um sono mais saudável, desintoxica o organismo e ajuda a tonificar os vasos sanguíneos, melhorando a circulação e irrigação do sangue no cérebro. As consequências disso são pessoas menos ansiosas, com menos propensão a casos de depressão e com a sensação de liberdade e independência.


Saúde Pública

Em termos gerais, não é só uma questão de mobilidade, é uma questão também de saúde pública. Quase 3% de toda riqueza do mundo são gastas com o tratamento de obesidade, isso sem contar as doenças respiratórias e tantos outros casos de saúde pública que estão diretamente ou indiretamente ligados ao sedentarismo.
Para se ter uma ideia de como este problema é sério, estima-se que 30% da população mundial está acima do peso ou dentro do índice de obesidade. No Brasil, são gastos 110 bilhões de reais do PIB com este problema, isto é quase o mesmo gasto que o combate ao tabagismo proporciona.
Incentivar o uso da bicicleta significa em longo prazo, um menor gasto com medicamentos e tratamentos de saúde e melhor qualidade de vida para a população. Países europeus como a Bélgica e França têm medidas de incentivo ao uso deste modal, através da indenização por quilômetro rodado para as pessoas que usam a bike e incentivo fiscal para as empresas que sensibilizam seus funcionários a o fazerem. O gasto de alguns milhões de euros com estas medidas são compensados pela economia de bilhões e bilhões com saúde, já que as pessoas precisam menos de hospitais. Isto funciona e temos exemplos de sucesso, o que mais falta?
  1. Experimentação da cidade em outro nível de percepção

E, por último, não poderia deixar de citar, a experimentação da cidade em cima das duas rodas de uma bike. Parece banal, mas, até mesmo tomar aquela chuva depois de um dia inteiro de cansaço do trabalho é gratificante quando se está com a sua “magrela”. Você fica mais sensível ao que está a sua volta, já que não está cercado por barulho de motor, nem está “protegido” pelos vidros de um carro. Você escuta melhor a cidade, sente melhor a cidade e a percebe igualmente melhor.
Dentre os principais modais analisados, a bicicleta é o mais eficiente deles, se pensarmos em velocidade e consumo de energia. É bom para o planeta, pois tem emissão zero de qualquer gás do efeito estufa; é bom para o trânsito das cidades, uma vez que uma bicicleta ocupa muito menos espaço nas vias; é bom para a saúde, já que quem anda de bicicleta melhora seu condicionamento físico, experimenta a cidade sob outra visão e ainda evita todo o estresse diário, proveniente das horas parados no engarrafamento urbano.
E aí, que tal se inspirar um pouco com uma cidade que a maioria do trânsito é composta por bicicletas? Veja este vídeo sobre Copenhagen, aproveite o novo ano e faça uma resolução de utilizar menos o seu carro, comece aos poucos… Os benefícios aparecerão tão rapidamente que será difícil largá-la depois!
FONTE : VÁ DE BIKE

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