28 novembro 2016

Mortes e drogas são os perfis mais comuns

Relatórios elaborados por pesquisadores a pedido do Ministério da Justiça reforçaram as características da violência homicida em diferentes regiões do País. Os estudos, aos quais a reportagem teve acesso, foram encomendados a universidades no fim de 2015 para embasar a elaboração do Plano Nacional de Segurança.
A ligação dos crimes com o tráfico de drogas, a atuação de facções criminosas organizadas e a deficiência dos serviços do Estado são pontos comuns.
A metodologia das pesquisas envolveu dados estatísticos (registros de homicídio), entrevistas com policiais e servidores da área da segurança e membros da comunidade.
Por regiões
Na análise sobre a criminalidade no Centro-oeste, pesquisadores da Universidade Católica de Brasília citaram os conflitos pelo tráfico de drogas. No relatório sobre Minas Gerais e São Paulo, a conclusão se repetiu.
Pesquisadores do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança (Crisp/UFMG), disseram que o "tráfico é um item que potencializa os homicídios intencionais por vir acompanhado do comércio de armas de fogo".
No Rio, especialistas do Laboratório de Análise da Violência, citaram que a baixa oferta de serviços básicos, de educação a saneamento, áreas periféricas de municípios no Rio afetam a "confiança da população com o poder político", o que ajudaria a entender o "desejo de a população fazer justiça com as próprias mãos", "frase repetida em muitas entrevistas".
Do Sul ao Nordeste, o perfil das vítimas de assassinatos foram de jovens negros moradores da periferia. A reportagem tentou contato com o Colégio Nacional dos Secretários de Segurança para comentar o teor dos relatórios, mas não houve retorno.
FONTE : DIÁRIO DO NORDESTE

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