Calcinha que promete substituir o absorvente

Dependendo do modelo, a calcinha tem duração de até 2 anos. O forro da peça tem quatro camadas.

A apresentadora usou o aplicativo Snapchat e comentou sobre o porquê de não usar o coletor menstrual. “Já usei muitas vezes, mas como tenho menstruação muito forte, não é suficiente”, disse no vídeo. Em seguida, explicou como conheceu a peça íntima e seu funcionamento. Feita de um tecido tecnológico, possui quatro camadas e tem a mesma função de um absorvente.Em matéria de beleza e saúde, as mulheres buscam se atualizar e escolher a melhor opção. A novidade é uma calcinha que pode substituir o uso do absorvente. Quando ainda se acostumavam com o coletor de menstruação, as mulheres foram surpreendidas pela tecnologia da calcinha, divulgada pela culinarista Bela Gil.
Um dos motivos que levou Bela Gil a optar pela calcinha ao invés dos absorventes comuns foi a sustentabilidade. “Imagina o quanto de modess não deve ter por aí, sendo jogado fora?”, indagou. Ela optou pela calcinha desde que ficou sabendo dos impactos que um absorvente causa ao meio ambiente. A peça foi lançada em 2014, através de amigas nova-iorquinas, que pesquisaram por três anos sobre a tecnologia, após uma delas passar por um episódio de vazamento. 
Dependendo do modelo, a calcinha tem duração de até 2 anos. Depois de usar, basta lavá-la individualmente com água fria e depois deixá-la secando.
O forro da calcinha tem quatro camadas. A primeira garante que a pele fique seca, a segunda mata os germes e bactérias, a terceira retém líquidos e a quarta impede os vazamentos.
A mulher deve usar a calcinha por um período equivalente ao que ficaria com dois absorventes internos. Produzida nos Estados Unidos, ela pode ser adquirida pela internet, no site da marca Thinx, que realiza entregas no Brasil.
De acordo com o modelo, o valor pode ser de 24 a 39 doláres, cerca de R$ 76,80 a R$ 124,80.
Causa nobre
O surgimento da calcinha também tem uma história. A marca está envolvida no projeto social AFRIpads, que tem o objetivo de produzir absorventes acessíveis e reutilizáveis para mulheres africanas. Estudos revelam que 1 em cada 10 meninas deixam de frequentar a escola durante o período menstrual, pois não tem renda para adquirir o absorvente tradicional. A época é conhecida como “semana da vergonha”. Para ajudar essas garotas, parte da renda da Thinx é destinada para esta instituição.
FONTE :TRIBUNA DO CEARÁ

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