Santa Quitéria é a cidade que mais gera emprego no Ceará em julho

O Ceará completou em junho o décimo mês seguido de redução no número de empregos formais e acumula 48.922 postos de trabalho fechados em 12 meses. Mesmo com a redução que afeta todo o país, algumas cidades do estado tiveram aumento na oferta de emprego no período.
SALDOS DE VAGAS NO 1º SEMESTRE de 2016
Faixa etária
Saldo
Até 17
100.672
18 a 24
85.856
25 a 29
-113.957
30 a 39
-225.982
40 a 49
-153.974
50 a 64
-194.523
65 ou mais
-29.854
não classif.
-3
Total
-531.765
Fonte: Caged/Ministério do Trabalho
Santa Quitéria teve aumento de 5,85% no número de vagas de trabalho em junho, o melhor desempenho no estado no período, além de crescimento de 4,87% nos últimos 12 meses. Granja (3,07%), Brejo Santo (2,93%), Morada Nova (2,26%) e Viçosa do Ceará (2,13%) também tiveram aumento.
São Gonçalo do Amarante teve a maior redução, com queda de -5,85% no número de postos de trabalho. A cidade na Grande Fortaleza aparece seguida de Amontada (-3,35%), Caucaia (-2,53%), Ubajara (-1,85%%) e Upueiras (-1,58%). Em Fortaleza, a queda foi de -0,17%.
Levantamento obtido pelo G1 com o Ministério do Trabalho mostra que, de janeiro a junho deste ano, o saldo positivo de vagas formais está se restringindo às faixas etárias até 24 anos.
Em outro levantamento, em relação à faixa salarial, o saldo positivo de vagas formais está se restringindo a quem ganha até um salário mínimo.
Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), nos seis primeiros meses do ano, um total de 531.765 vagas foi fechado. Apenas no mês de junho, as demissões superaram as contratações em 91.032 vagas formais.

Mas dentro das faixas salariais de até 24 anos, foram criadas 186.528 vagas. Na faixa até os 17 foram 100.672 vagas geradas, e na dos 18 aos 24, foram 85.856 postos de trabalho.


Já as faixas etárias que mais fecharam vagas em 2014 foram dos 30 aos 39 anos e dos 50 aos 64 anos. Em ambas, o total de vagas fechadas foi de 420.505 vagas  (veja na tabela).
Setores
Segundo Dedecca, sem dúvida o setor que mais contratou jovens foi o de serviços, englobando principalmente telemarketing, além do comércio, especificamente vendas em lojas.

“Segmentos com perfil jovem contratam só os jovens, como o de telemarketing, e é neles que os mais novos levam vantagem sobre os mais velhos na contratação”, diz Dedecca.

Para Santos, provavelmente essas vagas abertas vêm de setores com maior rotatividade de mão de obra, como comércio e serviços. “O emprego na indústria caiu muito. No setor privado como um todo caiu. O que cresce é emprego no setor de serviços. O trabalho por conta própria também cresceu, e não é o jovem que faz isso, é quem tem mais idade”.
G1 solicitou ao Ministério do Trabalho os principais setores que abriram vagas para as faixas etárias com saldo positivo de vagas e aguarda resposta.
 ESPECIAL DESEMPREGO
Desocupação atinge nível recordeIdade x salário
Segundo Dedecca, não há relação entre as contratações aumentarem entre os mais novos e caírem entre os mais velhos. “Os setores que podem estar preservando os jovens podem não ser os que estão demitindo os mais velhos”, diz.
Já o saldo de vagas ter sido positivo entre os mais jovens e na faixa salarial até 1 salário mínimo tem coerência, segundo ele. “Qualquer resultado em termos de mercado de trabalho vai ser marcado por uma associação com o salário mínimo. Os jovens ganham menos que os mais velhos. Os jovens têm uma concentração de remuneração muito elevada em torno do salário mínimo”, diz.

Segundo ele, em relação ao saldo negativo entre as idades mais avançadas, as empresas selecionam as pessoas que vão demitir considerando a possibilidade de elas se aposentarem para atenuar o impacto da redução do nível de emprego sobre os empregados. “Nós estamos falando de um estoque de vagas, considerando a perspectiva que o empregado tem para a própria empresa e o menor impacto da demissão para o empregado”, afirma. Segundo ele, é uma questão de estratégia demitir, não só para contratar.

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