09 agosto 2016

É o funcionalismo público quem manda no Brasil?

                      henrique É o funcionalismo público quem manda no Brasil?
Fica a cada dia mais evidente a força de pressão das corporações do funcionalismo público, em especial das que já ganham mais, ao longo destas intermináveis discussões sobre o ajuste fiscal para equilibrar as contas públicas, já com um rombo de R$ 170 bilhões previsto pelo governo para este ano.                                                                                                                                                 Para aprovar o acordo de renegociação das dívidas dos Estados, que está na pauta de votações da Câmara nesta-terça-feira, o governo federal e sua base aliada tiveram que ceder às pressões dos servidores, que querem deixar seus benefícios e privilégios fora do limite de gastos proposto para os próximos dois anos.                                                                                                                             A Lei de Responsabilidade Fiscal, em vigor desde 2001, determina que as despesas dos Estados com gastos de pessoal _ leia-se funcionários públicos _ não podem ultrapassar 60% das receitas, mas este limite é sistematicamente descumprido pelos governos, que não incluem nesta conta aposentadorias e benefícios extras pagos a juízes e procuradores.                                               Pela proposta original do acordo firmado em junho, estas despesas deveriam ser enquadradas no limite de gastos, mas uma nova versão apresentada à Câmara pelo Ministério da Fazenda permite que os governos estaduais façam cortes em outras áreas para manter estes privilégios de uma parte do funcionalismo.                                                                                                                                         Que outras áreas? Vão cortar mais da educação e da saúde, como já acontece no plano federal, para compensar os sucessivos pacotes de bondades concedidos à elite do funcionalismo público nestes quase três meses de governo interino?                                                                                         Na primeira versão do acordo, o projeto de renegociação, que dava aos Estados mais 20 anos para pagar suas dívidas e com generosos descontos nas parcelas, o custo para a União já era calculado em mais de R$ 50 bilhões, mas esta conta poderá aumentar se forem feitas novas concessões.       Mesmo assim, é pouco provável que o Congresso aprove a proposta o mais rápido possível, como quer o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Não só a base aliada está dividida sobre o tema, como dificilmente o novo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, conseguirá reunir quorum no plenário para que o projeto seja votado esta semana pelos deputados, que estão mais preocupados com as eleições municipais do que em aprovar a pauta econômica do governo.                                               Já se fala no Congresso em deixar tudo para depois da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff, no final de agosto, e até das eleições de outubro. Assim, de adiamento em adiamento, de recuo em recuo, de concessão em concessão, o ajuste fiscal anunciado pelo Ministério da Fazenda como a salvação da lavoura vai ficando para as calendas.                               Cabe a pergunta: afinal, quem manda no Brasil? Como Richard Rytenband, o bem informado e competente comentarista econômico do Jornal da Record News, vem demonstrando ao longo do ano, com gráficos e tabelas, os números não mentem: aumenta cada vez mais a diferença de renda a favor dos servidores públicos em relação aos trabalhadores da iniciativa privada, tanto dos que estão na ativa como dos aposentados.                                                                                                     Basta comparar o valor das aposentadorias dos que recebem pelo INSS, cujas contas apresentam superavit, com o dos servidores públicos, os principais responsáveis pelo rombo no orçamento da Previdência. Para completar, o governo federal já admite deixar os servidores militares fora dos cortes de benefícios previstos pela reforma da Previdência, que também foi adiada para não se sabe quando.         FONTE :R7                                 

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