12 agosto 2016

Patricia Lélis será indiciada por tentativa de extorsão e falsa comunicação de crime

Vídeo obtido pela Folha mostra a estudante de jornalismo Patricia Lélis conversando com o chefe de gabinete do deputado Marco Feliciano (PSC-SP), Talma Bauer, sobre pagamento de valores.
Ela também acusa Bauer de mantê-la em cárcere privado e coagi-la a gravar os vídeos que publicou em redes sociais inocentando o deputado, o que o assessor do parlamentar nega. Na quinta-feira (5), Bauer chegou a ser detido em São Paulo, mas foi liberado horas depois, após prestar depoimento.
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Para a polícia, o vídeo mostraria que, na verdade, a estudante é quem pedia propina.
“Tem interesse dos dois, mas na gravação ela pede dinheiro”, afirma o delegado Luís Roberto Hellmeister, do 3º DP (Campos Elíseos). O delegado afirmou que indiciará a jovem por tentativa de extorsão e falsa comunicação de crime. Bauer também deve ser indiciado ao final do inquérito, diz ele.
A imagens foram feitas no hotel em São Paulo onde Lélis e Bauer se encontraram, no dia 30 de julho. O autor da gravação, feita de forma escondida, foi Emerson Biazon, assessor do PRB que também participou da conversa.


Segundo o diálogo, Bauer relata ter entregado R$ 50 mil a um emissário de Lélis, chamado Artur Mangabeira, que seria namorado de uma amiga virtual de Lélis –as duas se conhecem apenas pela internet. Mangabeira teria se oferecido para ajudar Lélis dizendo ser agente da Abin e teria negociado com Bauer em nome dela. Mas o emissário a teria enganado.
“Aí você vai falar com o Artur [Mangabeira], dar uns tapas nele”, diz a estudante a Bauer.
“Com esse dinheiro dá pra você se resolver?”, pergunta ele. “Os R$ 10 [mil]”, diz Lélis.
“Não, eu dei R$ 50 [mil] pra ele”, responde Bauer.
Neste momento, a estudante parece surpresa. “O quê? Não, ele falou que você deu R$ 10 mil.”
Ela então diz que vai se vingar de Mangabeira. “Bauer, eu vou enfiar a cara dele no chão. […] Me promete que você vai fazer alguma coisa com ele”, pede ela ao chefe de gabinete de Feliciano, fazendo um cumprimento com a mão.
“Eu não vou matar ele, mas eu dou um nó nele, alguma coisa eu faço”, responde o chefe de gabinete.

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