Pagamento do 13º no CE.

Os empregados formais no Ceará ficarão com 52,4% dos recursos. Aos beneficiários do INSS, caberá 47,66%
Cerca de R$ 4,27 bilhões serão injetados a mais na economia cearense até o fim deste ano com o pagamento do 13º salário, apontam cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O montante, que representa em torno de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, irá beneficiar aproximadamente 3,022 milhões de pessoas em todo o Estado.
De acordo com o órgão, o valor corresponde a 2,46% do total estimado para a economia brasileira no mesmo período (R$ 173 bilhões) e a 15,46% da quantia destinada à região Nordeste (15,9% do País ou R$ 27,5 bi). Para se ter uma ideia, em números absolutos, a economia do Estado deverá receber, a título de 13° salário, R$ 4.270.396.233 bilhões até o final de 2015.

Divisão
Em relação ao contingente de pessoas a serem beneficiadas no Estado com o referido pagamento (3.022.117 milhões), o número correspondente a 3,588% do total de pessoas que terão acesso ao benefício no Brasil. Levando em conta só a região Nordeste, esse percentual é de 16,59%.
Em todo o Ceará, os empregados do mercado formal, celetistas ou estatutários, representam 17,14% do universo de beneficiados pelo 13º salário, enquanto pensionistas e aposentados do INSS equivalem a 16,073%. O emprego doméstico com carteira assinada participa com 15,31% dentro da região.
Segmentos
Considerando os segmentos e os respectivos valores que cada um receberá, o Dieese estima que os empregados formalizados no Ceará ficarão com 52,4% dos recursos (R$ 2.857.567.093,00), enquanto aos beneficiários do INSS, caberá 47,66% ou R$ um total de 1.412.829.140,00.
Poderia ser mais
Na avaliação de Reginaldo Aguiar, supervisor técnico do Dieese no Ceará, o impacto do 13º salário poderia ser bem maior, não fosse a conjuntura atual. "Nós vínhamos numa trajetória em que o salário mínimo acompanhava o crescimento do PIB. Havia um cenário de elevação do emprego e de estabilidade da economia", comenta.
"Mas, em 2015, observamos uma desaceleração das contratações e isso reduziu o volume do 13º a ser injetado na economia do Estado, pois menos pessoas vão receber este benefício neste ano. Além disso, temos uma grande dependência econômica em relação aos recursos da aposentadoria e do salário mínimo, pois o nível de renda do Ceará é muito baixo. Então tudo isso acaba reduzindo o efeito do pagamento na economia cearense", complementa Reginaldo.
Cautela
Sobre o destino que os cearenses devem dar ao benefício, Reginaldo Aguiar aconselha cautela, principalmente por conta das contas que chegam em janeiro. "Como a maioria das pessoas no Ceará tem renda pequena, não dá para sobrar muito. Então, o melhor é não fazer conta esperando o 13º chegar", opina. "Em vez de gastar tudo nas comemorações natalinas, é bom destinar parte do benefício aos eventuais gastos do início do ano, como escola, fardamento e impostos (IPVA e IPTU)", destaca.
Reginaldo frisa que o 13º também é uma chance de começar o ano no azul. "Outra sugestão é usar o dinheiro para saldar dívidas e, assim, reequilibrar o orçamento. A expectativa é que 2016 seja um ano apertado", aconselha o supervisor técnico.
Opinião do especialista
Varejo confiante com o Natal
É superpositiva essa notícia do Dieese sobre a injeção de mais de R$ 4 bilhões em nossa economia advindos do pagamento do 13º salário no Estado. A expectativa para o varejo é que tenhamos um bom Natal. Esperamos um Natal onde Fortaleza receba mais e o cearense permaneça aqui. Até porque o estrangeiro já nos elegeu como destino alternativo para fugir a alta do dólar. Eu já estava confiante e agora estou muito mais. Só não dá para estimar quanto desse valor deve vir para o varejo. Eu gostaria que fosse 100%. Mas o fato é que esse ano está muito atípico. Difícil fazer previsões com base no ano passado. Contudo, todos os números deste ano estão inferiores aos de 2014. Então a perspectiva para o 13º é diferente. De toda forma essa é uma notícia muito boa"
Severino Neto
Presidente da CDL Fortaleza
Fonte : Diário do nordeste

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