19 novembro 2013

Alongar ou não alongar – eis a questão!

Todos sabemos e fomos ensinados desde jovens de que devemos alongar antes e depois de um treino.stretching
No entanto, atualmente, começam a colocar-se algumas reticências relativamente a estas premissas e surgem outras questões: efetivamente o alongamento estático pré-esforço previne o aparecimento de lesões? Permite melhorar a performance desportiva de um jogador de futsal durante o jogo? Cada vez mais existem estudos que indicam que o número de lesões de atletas que alonguem de forma estática antes de um treino ou competição desportiva não diminui, uma vez que: 1) não há evidência científica que suporte a ideia de que músculos e tecido conjuntivo mais flexível tenham maior capacidade de absorver energia e logo com menor predisposição para lesões (Shrier, 1999), 2) Até o alongamento moderado causa dano muscular (Shrier, 2000) e 3) O efeito analgésico do alongamento aumenta a tolerância à dor (Shrier and Gossal, 2000). Por sua vez, também é referido que o alongamento estático pode prejudicar performance e produção de força em desportos que requeiram força explosiva, se realizado antes da competição. Segundo McMillian (2006), velocistas norte-americanos demoraram mais tempo a percorrer a distância de 100 metros quando alongaram de forma estática previamente. Tal registo justifica-se porque para alcançar o pico máximo de força durante a contração, os músculos alongados necessitam de mais tempo para fazer á “folga” produzida pelo alongamento na unidade músculo-tendinosa (Bracko, 2002). Resumindo, aconselho a realização de um aquecimento antes do treino ou competição desportiva, podendo incluir alongamento dinâmico e não o alongamento estático. Se se tratar de uma modalidade desportiva que exija uma amplitude de movimento elevada, exemplo do ballet ou dança, pode-se realizar alongamento estático
Fonte : revista sportlife

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